Pastor com doença renal em estágio 5 surpreende médicos após recusar diálise e apresentar melhora

Um pastor de 68 anos, diagnosticado com doença renal crônica em estágio 5, surpreendeu médicos nos Estados Unidos após apresentar sinais de melhora que contrariaram a evolução inicialmente esperada para seu quadro. Segundo o relato do próprio pastor, os especialistas acreditavam que ele teria poucos meses de vida caso não começasse a fazer diálise.

Lauro Hernández, que pastoreia há 44 anos a Igreja Pathway, em Lubbock, no Texas, decidiu não iniciar o tratamento e afirmou que colocaria sua vida nas mãos de Deus. Meses depois, novos exames indicaram uma recuperação parcial da função dos rins.

Diagnóstico apontava para um quadro grave

Antes da descoberta do agravamento renal, Lauro já enfrentava outros problemas de saúde. Ele tinha diabetes, insuficiência cardíaca congestiva, colesterol elevado e pressão alta, além de utilizar diariamente entre 10 e 12 medicamentos.

Durante aproximadamente três anos, o pastor foi acompanhado por um nefrologista, que observava a deterioração progressiva de sua função renal.

Em julho de 2025, os exames mostraram uma situação considerada extremamente grave. A creatinina havia chegado a 6,4, enquanto o intervalo informado como normal era de 0,05 a 1,35. De acordo com Lauro, os médicos estimavam que seus rins funcionavam com cerca de 18% da capacidade.

O nefrologista recomendou o início da diálise e afirmou que o procedimento poderia prolongar sua vida por aproximadamente mais três anos. Lauro, porém, optou por não começar o tratamento.

“Vou me entregar nas mãos de Deus”, relatou ter decidido naquele momento.

Segunda avaliação também apontou poucos meses de vida

O pastor procurou ainda seu médico particular para obter uma segunda opinião. O profissional, que também era pastor, apresentou uma previsão igualmente preocupante.

Segundo Lauro, ele ouviu que poderia ter aproximadamente quatro meses de vida sem a realização da diálise. O médico explicou que os rins poderiam entrar em colapso e que outros órgãos seriam afetados pela acumulação de toxinas no organismo.

A previsão incluía sintomas como coceira intensa, cansaço, sonolência, perda da capacidade de realizar atividades e comprometimento da memória.

Diante das avaliações, os dois médicos teriam concordado que Lauro deveria receber cuidados paliativos.

Esposa decidiu enfrentar o momento ao lado do marido

Evangelina, esposa de Lauro, decidiu permanecer ao lado dele durante todo o período. Para o casal, a fé foi o principal fundamento diante do diagnóstico.

Ela afirmou que os dois continuaram confiando em Deus e contou que, durante um momento de oração, lembrou-se do Salmo 91.11, passagem bíblica que fala sobre a proteção dos anjos.

Evangelina também relatou ter pedido a Deus que lhe permitisse testemunhar milagres, maravilhas e prodígios, começando pela recuperação do próprio marido.

Pastor relata decisão de interromper medicamentos

Após compartilhar seu diagnóstico em uma reunião da igreja, Lauro recebeu orações e apoio de líderes religiosos e de outras congregações da região. Um superintendente chegou a enviar uma carta aos pastores e igrejas do distrito solicitando orações pela saúde dele.

Durante esse período, o pastor afirma ter tomado uma decisão que ele próprio faz questão de dizer que não recomenda às outras pessoas: interrompeu todos os medicamentos que utilizava, incluindo a insulina.

De acordo com seu relato, a decisão ocorreu porque os médicos haviam lhe apresentado uma expectativa de vida muito curta e ele acreditava que não tinha mais nada a perder.

O serviço de cuidados paliativos passou então a acompanhar Lauro semanalmente em sua residência. Inicialmente, sua condição continuou se deteriorando.

Exames posteriores começaram a mostrar uma mudança

Com o passar dos meses, entretanto, Lauro percebeu que alguns dos sintomas haviam diminuído.

Em uma consulta posterior, os médicos encontraram uma situação diferente daquela que esperavam. Embora os rins continuassem comprometidos, eles ainda apresentavam capacidade de filtração.

Segundo o pastor, o médico afirmou que não conseguia explicar por que seus rins ainda estavam funcionando diante do quadro diagnosticado anteriormente.

Em determinado momento, o profissional teria dito a Lauro que ele deveria orar e perguntar a Deus por que ainda estava vivo.

As consultas seguintes mantiveram o mesmo padrão: a função renal permanecia debilitada, mas o quadro não evoluía para o colapso previsto inicialmente.

Melhora fez pastor deixar programa de cuidados paliativos

A evolução também chamou a atenção do serviço de cuidados paliativos. Lauro contou que acabou sendo informado de que não poderia continuar no programa, pois o serviço era destinado a pacientes considerados em processo de morte.

No caso dele, porém, a situação havia tomado outro rumo.

Em uma conversa, o nefrologista chegou a questionar como Lauro ainda estava vivo diante do prognóstico apresentado anteriormente.

O pastor atribui a mudança à intervenção de Deus e considera sua sobrevivência um testemunho de fé.

Creatinina caiu e doença renal regrediu para estágio 4

Cerca de um mês antes do relato, Lauro realizou novos exames de sangue. A creatinina, que havia atingido 6,8, caiu para 5,8.

Além da redução do indicador, o pastor afirmou que seu quadro apresentou uma regressão significativa do estágio 5 para o estágio 4 da doença renal.

O médico particular também determinou que ele retornasse somente em fevereiro de 2027 para uma nova consulta.

“Deus é um Deus poderoso”, testemunha o pastor

Diante da evolução inesperada, Lauro afirma que deveria ter morrido meses antes, de acordo com as previsões médicas que recebeu.

Mesmo assim, ele continua vivo e interpreta a experiência como um milagre de Deus.

Evangelina compartilha da mesma convicção. Ao falar sobre o marido para a comunidade da igreja, ela costuma afirmar que Lauro é um “milagre ambulante”.

A história de Lauro Hernández reúne um diagnóstico grave, prognósticos médicos preocupantes, uma decisão pessoal baseada na fé e uma evolução clínica que, segundo seu relato, surpreendeu os profissionais que o acompanhavam.

Os exames mais recentes indicaram que, embora sua função renal continue comprometida, houve melhora suficiente para que o quadro fosse classificado no estágio 4, e não mais no estágio 5. Para Lauro e Evangelina, a experiência se tornou um testemunho de confiança em Deus diante de uma situação que parecia sem saída.

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