Mãe de Dinho, dos Mamonas Assassinas, afirma que cantor se reconciliou com Deus antes da tragédia

Três décadas depois do acidente aéreo que matou Dinho e os demais integrantes dos Mamonas Assassinas, a mãe do cantor, Célia Alves, voltou a falar sobre a vida espiritual do filho e afirmou que ele havia se reaproximado de Deus pouco antes da tragédia.

Cristã, Célia contou detalhes dessa trajetória durante sua participação no Rangel Cast. Segundo ela, Dinho teve uma infância marcada pela fé e cresceu frequentando a igreja ao lado da família.

Infância dentro da igreja

De acordo com o relato da mãe, a família realizava cultos em casa, e Dinho demonstrava desde criança grande interesse pela Bíblia. Ela também afirmou que o filho recebeu o batismo com o Espírito Santo aos 8 anos.

A influência religiosa também veio do avô de Dinho, que era pastor. Foi com ele que o cantor teria aprendido a cantar louvores.

Na juventude, porém, Dinho começou a seguir carreira musical. Inicialmente, integrou a banda Utopia e, nesse período, acabou se afastando da igreja.

Mãe mudou a forma de orar pelo filho

Célia revelou que passou a pedir a Deus pela volta do filho à fé. Inicialmente, segundo ela, suas orações eram direcionadas para que Dinho deixasse a música secular e voltasse a cantar na igreja.

A mudança aconteceu depois que ela recebeu uma mensagem durante um culto. Um pastor teria dito que Deus estava trabalhando na vida de Dinho de uma maneira diferente daquela que ela imaginava.

A partir daquele momento, Célia afirmou que passou a entregar o destino do filho nas mãos de Deus. Durante aproximadamente dois anos, manteve essa oração.

O episódio no estúdio

Um dos momentos lembrados pela mãe aconteceu quando ela chegou da igreja e ouviu movimentação no estúdio de Dinho, localizado nos fundos da residência.

Ao entrar no local, encontrou o filho usando uma peruca loira, pantufas e vestido enquanto cantava a música “Robocop Gay”.

Para Célia, a situação parecia contrariar tudo aquilo pelo que vinha orando. Ainda segundo seu relato, naquele momento ela teria sentido novamente a confirmação de que Deus estava agindo de uma maneira diferente da que ela esperava.

Mesmo com a fama, Dinho ainda mantinha alguma ligação com a igreja. A mãe contou que ele costumava frequentar uma igreja em São Paulo às segundas-feiras acompanhado dos integrantes da banda, mas que a rotina de shows e a popularidade dificultaram essas visitas depois que o grupo alcançou o sucesso.

A oração antes da tragédia

Célia também revelou que havia incluído os integrantes da banda em suas orações. Ela pediu que, caso Deus um dia permitisse que aqueles jovens deixassem a vida terrena, que isso acontecesse depois de eles estarem salvos.

Segundo seu testemunho, essa questão ganhou um significado especial depois da morte do filho.

Após a tragédia, Célia afirma ter recebido mensagens de consolo de pessoas ligadas à igreja. Entre elas estava o cantor Mattos Nascimento, que teria telefonado para a família levando uma mensagem de que Dinho e os demais jovens estavam com Jesus.

Em outra ocasião, durante um culto do Círculo de Oração, Célia disse ter recebido uma segunda mensagem religiosa relacionada à morte do filho. A interpretação apresentada a ela foi de que Dinho teria sido levado naquele momento para que não viesse a se perder posteriormente.

Reconciliação aconteceu na virada de 1995 para 1996

Um dos pontos centrais do relato de Célia é a afirmação de que Dinho teria voltado para Jesus meses antes do acidente.

Segundo ela, durante a comemoração da passagem de 1995 para 1996, realizada na chácara da família, Dinho e seu sobrinho Isaque se ajoelharam na quadra para orar.

Célia contou que os dois choraram durante aquele momento e, segundo sua percepção, foram renovados pelo Espírito Santo. Depois daquela ocasião, ela percebeu uma mudança significativa no comportamento do filho.

Uma lembrança marcada pela fé

O testemunho de Célia Alves apresenta uma perspectiva religiosa sobre os últimos meses de vida de Dinho. Para ela, a trajetória do filho foi marcada por um afastamento da igreja durante a juventude, mas também por uma posterior reaproximação com a fé.

Trinta anos após a tragédia dos Mamonas Assassinas, a mãe continua associando a história de Dinho às orações que fez por ele e à convicção de que Deus teria conduzido sua vida de uma maneira diferente daquela que ela inicialmente imaginava.

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