Estevam Hernandes e centenas de pastores repudiam fake news sobre Flávio Bolsonaro e Senhora Aparecida

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) divulgou uma manifestação pública nesta segunda-feira (28) para contestar uma informação que relacionava o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta envolvendo Nossa Senhora Aparecida, considerada padroeira do Brasil.

A manifestação ganhou repercussão após ser compartilhada nas redes sociais pelo apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo. O CIMEB afirma reunir mais de 10 mil pastores e ministros de diferentes denominações evangélicas.

Entidade contesta informação envolvendo Nossa Senhora Aparecida

De acordo com o documento divulgado pelo conselho, circulou uma informação segundo a qual Flávio Bolsonaro teria a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Flávio Bolsonaro, segundo relatos sobre o episódio, negou a existência de qualquer proposta com esse objetivo. O CIMEB classificou a informação como falsa e afirmou que ela estaria sendo utilizada no contexto da disputa eleitoral.

Na avaliação expressa pela entidade, a divulgação desse tipo de conteúdo poderia estimular um conflito entre grupos religiosos. O conselho também afirmou que não existe articulação de lideranças evangélicas, vinculada a candidaturas, para cancelar feriados ou cultos de outras religiões.

Nota menciona Lula e seus apoiadores

No manifesto, o CIMEB atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a seus apoiadores a utilização da informação contra Flávio Bolsonaro.

Essa é uma acusação feita pelo próprio conselho no documento. A entidade afirmou que a questão religiosa estaria sendo explorada dentro da disputa política e alertou para os efeitos que, segundo sua manifestação, poderiam atingir a relação entre católicos e evangélicos.

A posição divulgada pelo CIMEB também destaca a existência de convivência pacífica entre os dois grupos religiosos e rejeita a ideia de que lideranças evangélicas estejam articulando medidas contra celebrações ou tradições católicas.

Estevam Hernandes e outros líderes assinam manifestação

Além de Estevam Hernandes e do pastor Silas Malafaia, presidente do CIMEB, o documento conta com a assinatura de outras lideranças evangélicas de projeção nacional.

Entre os nomes relacionados à manifestação estão César Augusto, Robson Rodovalho, Samuel Câmara, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teo Hayashi, Cláudio Duarte, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.

A participação de diferentes representantes de denominações evangélicas ampliou a repercussão do posicionamento nas redes sociais e no debate eleitoral.

Debate religioso ganha espaço durante a campanha

O episódio colocou novamente temas relacionados à religião no centro da discussão eleitoral. A controvérsia surgiu a partir da circulação da informação envolvendo Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro.

O CIMEB sustenta que não existe iniciativa de líderes evangélicos, em conjunto com qualquer candidatura, destinada a modificar feriados ou impedir manifestações religiosas de outras tradições.

A entidade defende, ainda, que a relação entre católicos e evangélicos permaneça baseada na convivência pacífica, rejeitando o uso de informações falsas como instrumento de disputa política.

A manifestação do CIMEB acrescentou um novo capítulo à discussão envolvendo religião e eleições. Ao contestar a informação sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro, o conselho afirmou que não existe qualquer articulação evangélica para alterar feriados ou cultos de outras religiões.

O documento, assinado por diversas lideranças nacionais, passou a integrar o debate eleitoral e trouxe para o centro da discussão a preocupação com a circulação de informações falsas e seus possíveis impactos sobre a relação entre diferentes comunidades religiosas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *